Mundo
O desastre, que envolveu dois trens de alta velocidade, resultou em 69 mortes confirmadas e deixou mais de 100 pessoas feridas até o momento.
Equipes de emergência continuam as buscas por sobreviventes entre os destroços de um grave acidente ferroviário ocorrido na província de Toledo, na Espanha.
Os trabalhos de resgate, que atravessaram a noite com o auxílio de guindastes, concentram-se agora na remoção de vagões tombados. Segundo Esther Padilla, porta-voz do governo regional de Castela-La Mancha, unidades caninas foram mobilizadas para garantir que não existam mais vítimas presas sob a estrutura metálica. O governador regional, Emiliano Garcia-Page, reforçou que, embora a expectativa seja de que não haja mais sobreviventes, a operação segue com cautela.
O governo espanhol decretou três dias de luto nacional em memória das vítimas. A operação de resposta ao desastre mobilizou mais de 800 militares e policiais, além de drones, helicópteros e unidades especializadas. Um juiz em Toledo estabeleceu uma área de exclusão de 2 km ao redor do local do acidente, na linha Madri-Sevilha, para preservar a cena e permitir o trabalho das equipes de investigação.
O acidente ocorre em um momento de tensão no setor ferroviário, com maquinistas mantendo uma greve planejada para exigir maiores investimentos em segurança. O episódio, considerado o mais grave na Europa desde 2013, impactou a campanha para as eleições antecipadas de 29 de novembro, levando os principais partidos políticos a suspenderem suas agendas. Entre os feridos, 57 pessoas permanecem hospitalizadas.
Texto: Redação / Correio de Santa Maria.








