A questão é que o mundo deu mais uma volta e chegamos à era da inteligência artificial. O mundo que conhecemos está sendo reconfigurado diante aos nossos olhos e ainda não percebemos a dimensão dessa mudança muito bem. Dentre todas as transformações, a forma de empreender também mudou.
O “startup way” da era da IA é mais sóbrio, mais estratégico e, talvez surpreendentemente, mais lucrativo. Impulsionadas por algoritmos poderosos, as empresas recém-nascidas de agora estão operando com modelos muito diferentes da geração que nasceu naquele distante 2006.
A nova geração de startups usa IA para escrever quase 100% do código, automatizar tarefas e tomar decisões com mais dados e menos achismo. Isso permite que essas empresas operem com times enxutos, e mesmo assim construam produtos robustos, escaláveis e globais.
O que antes exigia dezenas de engenheiros agora pode ser feito por pequenos grupos de pessoas potencializadas por algoritmos de IA. O impacto? Já começamos a ver startups alcançando receitas de milhões de dólares no primeiro ano, com menos de 10 funcionários.
E isso nos leva ao ápice dessa transformação: começaremos a ver os primeiros “EUnicórnios” surgirem. Empresas avaliadas em US$ 1 bilhão, com pouquíssimos funcionários, sem estruturas tradicionais, sem a complexidade de lidar com centenas ou milhares de funcionários. A força de trabalho virá, em grande parte, da atuação incansável de agentes de IA.
O ato de empreender continua sendo profundamente humano. Mas os humanos de hoje precisam potencializar seus cérebros com os algoritmos, assim como fizemos com as máquinas para multiplicar a força dos nossos músculos.






