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Projeto de R$ 48 milhões é alvo de críticas por supostamente retroceder na lei que limpou São Paulo das placas publicitárias
Empresa de Goiânia está por trás de polêmico projeto da ‘Times Square’ paulistana (Foto: Reprodução)
Uma empresa de Goiânia está por trás de um polêmico projeto que visa instalar painéis de LED gigantes num dos mais famosos cruzamentos da cidade de São Paulo: o encontro das avenidas Ipiranga e São João, imortalizado por uma música de Caetano Veloso (“Sampa”).
O projeto foi batizado como ‘Times Square Paulistana‘ é está sendo criticado por retroceder naquela que é considerada uma das grandes conquistas recentes da capital: a lei Cidade Limpa, que há cerca de 20 anos proibiu placas publicitárias escondendo fachadas de prédios e a arquitetura de São Paulo.
Dois grupos empresariais estão por trás desse projeto: um deles é a LedWave, que nasceu em Goiânia e já expandiu negócios para metrópoles como Brasília e Porto Alegre.
No portfólio da LedWave está o painel curvo de 15 metros de largura e 2,70 de altura usado em telejornais da TV Globo, sobretudo no Jornal da Globo, apresentado por Renata LoPrete. Segundo a empresa, ele tem 2,3 milhões de pontos de luz, e usa soluções de Realidade Aumentada e Inteligência Artificial.
O outro é o Fábrica de Bares, proprietário de estabelecimentos badalados na cidade de São Paulo – como o Bar Brahma, o Riviera e o Blue Note. Um deles, o Bar Brahma, inclusive fica no cruzamento em que se pretende instalar os painéis.
O projeto todo custa R$ 48,6 milhões por três anos de contrato. Uma das críticas é a de que apenas R$ 6 milhões serão destinados como contrapartida em intervenções urbanas, pelo direito de exploração da paisagem (como a restauração da estátua Mãe Preta, ao lado da Igreja da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos).
Recentemente, o projeto foi aprovado pela Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU) da prefeitura pela apertada margem de nove votoo favoráveis entre os 16. Ocorre que, pouco depois, a justiça suspendeu a execução – provocada por uma ação civil pública de autoria do ex-secretário de Cultura Andrea Matarazzo.
O prefeito Ricardo Nunes manifestou indignação com a decisão judicial, argumentando que ela partiu de uma pessoa que não tem o respaldo de ter sido eleita – diferente dele.








