Quarta-feira, 01/07/26

Exército israelense permanecerá ‘indefinidamente’ no Líbano, Síria e Gaza

Exército israelense permanecerá ‘indefinidamente’ no Líbano, Síria e Gaza
Exército israelense permanecerá ‘indefinidamente’ no Líbano, Síria e Gaza – Reprodução

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou nesta quarta-feira (1º) que o Exército de seu país permanecerá “indefinidamente” naquilo que ele qualifica como “zonas de segurança” estabelecidas no Líbano, na Síria e na Faixa de Gaza.

“As Forças de Defesa de Israel (o exército, ndr) permanecerão nas zonas de segurança no Líbano, na Síria e em Gaza por um período indefinido, a fim de proteger nossos habitantes e nossas comunidades dos elementos jihadistas”, afirmou em um discurso durante uma cerimônia militar.

“Não nos retiraremos das zonas de segurança”, disse Katz em um ato realizado em homenagem aos soldados israelenses mortos durante a guerra de 2006 no Líbano.

Katz também reiterou sua ameaça de que atingirão “com toda a força” a república islâmica caso ataque Israel devido às suas operações no Líbano.

Essa declaração é feita enquanto delegações iranianas e americanas estão no Catar para discutir, através de mediadores, o protocolo de acordo assinado em meados de junho, destinado a pôr fim à guerra no Oriente Médio em todas as frentes, incluindo o Líbano.

Por outro lado, na sexta-feira foi assinado nos Estados Unidos um acordo‑quadro para uma “paz duradoura” entre o Líbano e Israel, embora este último tenha posteriormente continuado seus bombardeios, alegando que tinha como alvo estruturas do Hezbollah.

O acordo‑quadro prevê, em particular, que Israel continue ocupando o sul do Líbano, como vem fazendo desde o início desta nova guerra contra o Hezbollah, até que o movimento xiita apoiado pelo Irã entregue as armas – o que o grupo recusa.

Quanto à Faixa de Gaza, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou, no fim de maio, que o Exército estendesse seu controle sobre 70% do território, devastado pela guerra desencadeada em 7 de outubro de 2023 pelo ataque sem precedentes do movimento islamista palestino Hamas contra Israel.

T LB

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