Economia
A reeleição do atual governo no segundo turno das eleições presidenciais provocou uma elevação nas projeções de inflação para os próximos anos, segundo levantamento realizado pela corretora BGC Liquidez com cerca de 30 participantes do mercado financeiro.
A mediana das estimativas aponta o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em 5,3% para 2027 e em 4,3% para o final de 2028. Os números representam uma piora em relação às expectativas coletadas antes do pleito, que indicavam altas de 4,34% e 3,75%, respectivamente. A meta oficial de inflação é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.
Especialistas do mercado financeiro atribuem o salto nas estimativas à incerteza sobre a âncora fiscal e à valorização do dólar, que encerrou a semana cotado a R$ 5,44. A pressão sobre os preços administrados, especialmente combustíveis, e a possível aprovação do fim da escala de trabalho 6×1 são citadas como fatores adicionais de risco inflacionário.
Diante do cenário fiscal, que enfrenta um déficit projetado de R$ 67,3 bilhões para este ano e uma dívida bruta próxima a 83% do PIB, o mercado avalia que há pouco espaço para cortes na taxa básica de juros (Selic). A expectativa de redução da taxa para 13,25% ao ano, prevista anteriormente, foi substituída pela projeção de manutenção dos juros no patamar atual de 13,75% na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária).
Impacto no seu bolso
- O que mudou: Analistas elevaram as projeções de inflação para 2027 e 2028, refletindo incertezas fiscais e a alta do dólar.
- Valores e indicadores: A estimativa para o IPCA em 2027 subiu para 5,3%, enquanto a Selic pode ser mantida em 13,75% na próxima reunião do Banco Central.
- Quem é afetado: O cenário impacta o planejamento financeiro, o custo de crédito e o poder de compra da população.
- Próximos passos: O mercado aguarda a decisão do Copom na próxima quarta-feira (4) e a divulgação da pesquisa Focus pelo Banco Central na terça-feira (3).
Texto: Redação / Correio de Santa Maria.








