Quarta-feira, 13/05/26

Feira dos Importados enfrenta incêndio durante processo de adequação das normas de segurança

Feira dos Importados enfrenta incêndio durante processo de adequação das normas de segurança
Feira dos Importados enfrenta incêndio durante processo de adequação das – Reprodução

Por Guilherme Abarno

Antes da conclusão das adequações às normas de segurança contra incêndio e pânico, a Feira dos Importados (FIB) teve 27 lojas destruídas pelo fogo no bloco C. O caso, classificado como de grande proporção pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), ocorreu em um local que, segundo a corporação e a administração da feira, passa por vistorias regulares e segue cronograma de medidas preventivas, com conclusão prevista para 2027.

A assessora de imprensa da FIB, Marcelle Secchin, informou que, após o incêndio no bloco B, em 2022, foi identificada, em conjunto com o CBMDF, a necessidade de implantação de um projeto amplo de prevenção. O processo está com a Diretoria de Vistorias da corporação, responsável pela fiscalização das condições de segurança em edificações.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a feira apresentou documentação técnica e cronograma de obras que preveem a implantação completa dos sistemas preventivos entre agosto de 2025 e janeiro de 2027. Já a Feira da Cultura, Arte e Beleza (Fecab), localizada nos fundos do FIB e que não faz parte do centro comercial, não apresentou e nem concluiu os procedimentos de regularização.

O presidente da Cooperativa dos Empresários da Feira dos Importados de Brasília (Cooperfim), Damião Leite, explicou que o sistema de combate a incêndio está sendo implantado de forma gradual. Até o momento, foram concluídas a instalação da casa de máquinas, a setorização do sistema elétrico, que permite o funcionamento parcial do bloco C, a implantação de duas caixas d’água com capacidade total de 250 mil litros e a sinalização de alerta e evacuação.

O representante da FIB destacou que a substituição da fiação elétrica e a ampliação da subestação de energia, concluídas em 2025, foram fundamentais para evitar a propagação do fogo. Treinamentos de combate a incêndio e evacuação realizados pelo Corpo de Bombeiros dentro da feira também foram citados como parte das ações de resposta.

Próximas medidas preventivas

A próxima etapa do projeto prevê a instalação de sprinklers, sistemas automáticos que liberam água ao detectar aumento de temperatura. Segundo a cooperativa, a estrutura será feita em Polietileno de Alta Densidade (PAD), com durabilidade estimada de até 50 anos. Damião Leite informou que o sistema exige reforço estrutural e nova tubulação interligada aos reservatórios de água da feira, o que eleva os custos da obra. “É um projeto extremamente caro. Vamos precisar fazer reforço estrutural para suportar os sprinklers. A instalação exige tubulação subterrânea conectando os reservatórios ao sistema. Por isso, foi necessário um prazo mais longo, definido em conjunto com o Corpo de Bombeiros”, disse. Ações em prol dos prejudicados Após a reabertura da feira, parte do bloco C segue sem energia elétrica, especialmente na área das lojas destruídas, que permanece isolada com tapumes. A administração estima que o fornecimento será restabelecido até sexta-feira (15). Os comerciantes atingidos deverão ser realocados para bancas provisórias no corredor central entre os blocos B e C. A Cooperfim informou que também pretende iniciar a reconstrução das estruturas danificadas nos próximos dias.

T LB

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