Uma foto registrada por um pastor pode ter sido o último registro com vida de cinco pescadores que morreram afogados no rio Scioto, em Ohio, nos Estados Unidos. A imagem mostra o grupo pescando com a água na altura da cintura poucos minutos antes de uma sequência de tentativas de resgate terminar em tragédia. O caso ocorreu no último domingo (19).
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O autor da fotografia é o pastor Marcus Leon Martin, que navega pelo rio Scioto há mais de dez anos. Ele contou que reconheceu imediatamente o local como perigoso por causa dos declives acentuados e de um precipício próximo ao rio. “Acredito que a foto que tirei pode ter sido a última foto deles com vida”, afirmou.
Segundo o religioso, ele chegou a pensar em alertar o grupo sobre os riscos, principalmente porque havia duas crianças acompanhando os adultos.
“Não sei o que era. Pensei: preciso registrar essa imagem”, relembrou. Após saber da tragédia, Martin disse que passou a enfrentar dificuldades para dormir por se arrepender de não ter avisado os pescadores sobre o perigo daquele trecho do rio.
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Como aconteceu o afogamento?
De acordo com as autoridades, o acidente começou quando um dos integrantes entrou na água para nadar e acabou sendo arrastado pela forte correnteza.
Na tentativa de salvá-lo, outras duas pessoas entraram no rio, mas também tiveram dificuldades para retornar. Em seguida, os dois adultos que permaneciam na margem tentaram ajudar os três, porém todos acabaram sendo levados pela água.
O caso só chegou ao conhecimento das equipes de resgate depois que um motorista encontrou uma das crianças chorando às margens de uma estrada, por volta das 21h.
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Duas mulheres chegaram a ser retiradas da água com vida, mas morreram no hospital. Os corpos dos três homens foram localizados no dia seguinte.
Quem eram os cinco pescadores mortos?
Jonathan, a vítima mais jovem, foi identificado posteriormente. Segundo sua mãe, Ana Vargas, ele sonhava em ingressar na Marinha dos Estados Unidos e, depois, tornar-se bombeiro.
Nascido em Maryland, Jonathan viveu durante vários anos em El Salvador e voltou a morar com a mãe e a irmã nos Estados Unidos em 2021.
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