Economia
Durante sua passagem pela pasta, o Estado obteve o selo de bom pagador do Tesouro Nacional, alcançando a nota B na Capacidade de Pagamento (Capag) em 2019, patamar mantido desde então.
O atual governador do Piauí, que ocupou a Secretaria da Fazenda estadual entre 2015 e 2022, apresenta um histórico de gestão marcado pela redução da dívida pública, embora com resultados fiscais anuais oscilantes.
Entenda o caso
- Redução da dívida: A proporção da dívida em relação à Receita Corrente Líquida (RCL) caiu de 57% em 2015 para 37% em 2020.
- Resultados mistos: Entre 2015 e 2022, o Estado registrou superávit primário em quatro anos e déficit nos outros quatro.
- Cenário atual: Desde 2023, a gestão estadual tem registrado déficits primários, com a dívida em relação à RCL atingindo cerca de 63%.
- Justificativa oficial: A Secretaria da Fazenda estadual afirma que os déficits recentes são programados para viabilizar investimentos em infraestrutura, respeitando os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Apesar dos resultados primários negativos no período recente, o Estado tem sido reconhecido por entidades como o Centro de Lideranças Públicas (CLP) pela alta taxa de investimentos em relação à sua receita. O governo estadual implementou medidas como a limitação de despesas primárias correntes a 70% da alta da receita corrente líquida e a reforma da previdência dos servidores.
Especialistas apontam que, embora o cenário fiscal tenha apresentado melhora em diversos estados no pós-pandemia, o Piauí mantém uma estratégia focada na capacidade de investimento, utilizando operações de crédito que, segundo a administração, não comprometem o caixa futuro devido às travas legais observadas.
Texto: Redação / Correio de Santa Maria.








