Um advogado de Svara não respondeu a pedidos de comentário. Em documentos judiciais, a defesa afirmou que ele tem “profundo remorso e vergonha por suas ações”, que, dizem os advogados, teria ocorrido durante um período de isolamento quando ele era estudante da Universidade de Illinois durante o lockdown da Covid-19.
Segundo os promotores, de maio de 2020 a fevereiro de 2021, Svara usou números de telefone anônimos da internet para enviar mensagens de texto a mais de 1.500 mulheres, fingindo ser da equipe de suporte da plataforma de mídia social operada pelo Snap.
Centenas de pessoas responderam às mensagens de texto de phishing de Svara com códigos de segurança que lhe permitiram acessar suas contas do Snapchat, o que ele fez no caso de pelo menos 517 mulheres, afirmaram os promotores.
A estratégia permitiu que ele tivesse acesso a fotos de nudez total ou parcial armazenadas nas contas de pelo menos 59 mulheres, segundo os promotores.
Ele não apenas guardou as fotos para si mesmo, mas também anunciou seus serviços de hacking online, o que o levou a receber US$ 50 do ex-técnico da Northeastern University, Steve Waithe, para invadir as contas de mulheres — incluindo aquelas que ele havia treinado — a fim de roubar conteúdo.
Waithe foi condenado em 2024 a cinco anos de prisão por esquemas para enganar jovens mulheres a fim de que lhe enviassem fotos nuas ou para roubar imagens delas. Os promotores afirmaram que ele vitimou pelo menos 56 mulheres em todo o país.








