O Instagram for TV já está disponível nos Estados Unidos, nesse aplicativo específico para smart TVs. A proposta é resgatar algo meio nostálgico para quem vem do mundo das redes sociais: vídeos na horizontal e longos. O Instagram ganhou muita força da pandemia para cá quando incorporou a dinâmica de vídeos curtos, inaugurada pelo TikTok, e agora faz um movimento de buscar uma nova linguagem focada para a televisão. A ideia é fazer parcerias com criadores para levar conteúdos inéditos nesse formato longo.
Diogo Cortiz
Para Cortiz, o objetivo é mais “ser um YouTube” do que ser um streaming de catálogo para fugir da fragmentação dos vídeos curtos.
O consumo de conteúdo está muito fragmentado. Vídeos longos estão muito concentrados no YouTube e vídeos curtos se fragmentam: Reels no Instagram, TikTok, YouTube Shorts, Kwai. Essa dinâmica de vídeos curtos está bem saturada. Talvez a Meta tenha entendido uma nova possibilidade de experimentar esse formato. Acho que a Meta quer muito mais ser um YouTube do que ser um Netflix, embora anuncie que vai fazer parcerias com criadores para criar conteúdos originais.
Diogo Cortiz
A Meta já tentou entrar nos vídeos para serem vistos na TV com o Facebook Watch, que chegou a contratar criadores e transmitir jogos, mas não vingou. Agora, o Instagram é a marca da vez.
A mesma ideia já passou pelos cérebros dos executivos da Meta quando a empresa ainda era Facebook. Lembra do Facebook Watch, que chegou a exibir jogo da Libertadores no Facebook? Muito criador foi contratado para criar produtos para essa ferramenta. Não deu certo. Ficou pelo caminho. Muito provavelmente foi atropelado pela vontade dos criadores e dos usuários de estar em outra plataforma: o YouTube. Mas agora o pessoal da Meta vislumbra que talvez o Instagram seja essa marca forte para atrair os criadores.
Helton Simões Gomes







