Terça-feira, 07/07/26

Luto no hip-hop: Rivas Alves será velado nesta terça

Luto no hip-hop: Rivas Alves será velado nesta terça
Luto no hip-hop: Rivas Alves será velado nesta terça – Reprodução

A cultura hip-hop do Distrito Federal está de luto com a morte de Rivas Alves, um dos principais nomes do movimento. O corpo do artista será velado nesta terça-feira (7), a partir das 11h30, no Cemitério Campo da Esperança de Taguatinga.

O sepultamento está previsto para as 17h. Rivas morreu no domingo (5), aos 56 anos, depois de enfrentar um câncer. A morte foi comunicada pela família por meio das redes sociais.

Na publicação, familiares destacaram a trajetória do artista e o impacto que ele deixou para o movimento hip-hop e para a comunidade de Ceilândia.

“Hoje nos despedimos de um grande artista, cuja criatividade, talento, fé e sensibilidade marcaram a vida de muitas pessoas. Rivas deixa um legado que vai além de sua arte e deixa lembranças, inspiração e a certeza de que seu legado continuará vivo no coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo e acompanhar sua trajetória”, afirma a nota.

Quadro de saúde

Nas semanas que antecederam a morte, o artista enfrentou um quadro de saúde delicado. De acordo com a equipe dele, Rivas apresentou dores intensas na região dos pulmões, fraqueza extrema, dificuldade para se alimentar e comprometimento da respiração.

Em busca de atendimento, ele passou por dois hospitais regionais, duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e dois hospitais particulares, conforme divulgado nas redes sociais da equipe. Em uma das atualizações, também foi relatado que a superlotação das unidades e a falta de profissionais dificultaram o atendimento.

A princípio, Rivas recebeu diagnóstico de pneumonia. No decorrer da investigação médica, exames e biópsias identificaram um câncer. Depois de se recuperar da infecção pulmonar, ele iniciaria o tratamento com quimioterapia, acompanhado por especialistas.

Trajetória

Natural de 27 de julho de 1969, Rivas dedicou mais de 40 anos aos quatro elementos da cultura hip-hop: rap, breaking, grafite e DJ. Tornou-se um dos principais representantes da cena de Ceilândia desde a década de 1980.

Além de atuar como B-boy, grafiteiro e rapper, integrou o grupo Álibi, um dos pioneiros do rap no Distrito Federal. Também apresentava, ao lado de Rei, o Rap Total Podcast, voltado à história do hip-hop brasiliense.

Rivas ainda fundou a Casa do Hip-Hop de Ceilândia, onde desenvolveu ações de formação cultural, incentivo a novos artistas e trabalho comunitário, tornando-se uma das figuras mais importantes do movimento no DF.

T LB

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