Em memorando interno, Mark Zuckerberg disse que não haverá mais demissões em massa no ano. Em documento obtido pela agência Reuters, o líder da época afirmou ainda que a empresa não tem sido clara o suficiente com os funcionários, mas que promete melhorar.
Quero deixar claro que não esperamos outras demissões em massa na empresa este ano. Também quero reconhecer que não temos sido tão claros quanto gostaríamos em nossa comunicação, e essa é uma área na qual quero garantir que possamos melhorar
Mark Zuckerberg, em memorando
Demissões devem atingir principalmente áreas de engenharia e produto, e novos cortes podem ocorrer mais adiante neste ano. A Meta não detalhou os números por país, mas afirmou que já notificou os funcionários afetados e o governo irlandês.
Ao mesmo tempo, a empresa realocou cerca de 7.000 pessoas para times recém-criados voltados a iniciativas de IA. A chefe de pessoas da Meta, Janelle Gale, escreveu no memorando: “Chegamos a um ponto em que muitas áreas podem operar com uma estrutura mais enxuta, com equipes menores, em grupos que se movem mais rápido e com mais autonomia. Acreditamos que isso vai nos tornar mais produtivos e deixar o trabalho mais recompensador”. Recentemente, a Meta começou a monitorar cliques de funcionários para treinar IA.
Mark Zuckerberg colocou a IA como prioridade máxima e tem pressionado por ganhos de eficiência. A empresa incentiva engenheiros a usar agentes de IA para ajudar a programar e avalia formas de melhorar a tecnologia com dados de uso de dispositivos, o que gerou incômodo interno.
Funcionários relatam frustração e ansiedade com a combinação de mudanças e risco de demissões. Mais de mil pessoas assinaram uma petição pedindo que a empresa não colete dados de dispositivos para treinar IA, incluindo informações detalhadas como teclas digitadas, movimentos do mouse e conteúdo da tela.








