Moradores da região central de São Paulo ficaram sem energia elétrica na madrugada desta quarta-feira (15) e a explicação da distribuidora Enel foi o desligamento de um circuito na rede elétrica. O motivo do desligamento não foi informado.
Antes dessa explicação, clientes que reclamaram receberam um comunicado sobre problemas relacionados a meio ambiente, sem detalhes.
O problema começou pouco depois da meia-noite e o serviço voltou a funcionar para parte dos moradores por volta das 5h.
Às 5h40 a distribuidora disse que 860 clientes ainda eram afetados em trechos do centro histórico, onde equipes atuavam para normalizar a situação.
A empresa afirmou que atua com cinco geradores no local para suprir a demanda até a conclusão dos reparos. “As causas da ocorrência são investigadas”, afirmou a Enel.
A falta de energia atingiu imóveis nas regiões das avenidas Rio Branco, Ipiranga, São João e Duque de Caxias, nos bairros República e Santa Ifigênia, além do Vale do Anhangabaú e da região histórica.
No meio da madrugada, o mapa da Enel de fornecimento de energia para a região metropolitana de São Paulo mostrava que 7.308 clientes estavam sem o serviço, o que equivale a 0,12% do total (5.981.344 clientes).
Às 8h, o sistema da empresa mostrava que 2.718 endereços estavam com o fornecimento de energia interrompido na capital paulista.
A instância jurídica da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) rejeitou, há uma semana, as justificativas apresentadas pela Enel para tentar derrubar o processo que pode resultar na perda de sua concessão de distribuição de energia na região metropolitana de São Paulo.
Em parecer encaminhado ao diretor-relator da agência, Fernando Mosna, responsável por analisar o recurso da empresa, a AGU (Advocacia-Geral da União) conclui que os argumentos levados pela distribuidora não apontam ilegalidades na decisão da agência, como a empresa sustentava.
Entre as irregularidades, o parecer destaca o tempo médio para atendimento das ocorrências emergenciais e as interrupções superiores a 24 horas de forma recorrente, falhas consideradas graves e estruturais para enfrentar eventos climáticos extremos, além de problemas na mobilização das equipes de campo.
Por meio de nota, a Enel SP declarou que manifesta sua discordância em relação ao parecer e que “seguirá atuando de forma transparente e colaborativa para demonstrar, em todas as instâncias competentes, o cumprimento integral das metas estabelecidas em contrato e no plano de melhoria apresentado ao regulador em 2024”.








