Decretação de Prisão Preventiva em Investigação de Inteligência
Um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) decretou a prisão preventiva de um ex-deputado federal e ex-diretor-geral de uma agência de inteligência brasileira. A decisão, tornada pública nesta quinta-feira (20), é parte de uma investigação de inteligência sobre a suposta utilização irregular de ferramentas de monitoramento durante a gestão do ex-diretor na referida agência.
A Polícia Federal (PF) cumpriu 21 mandados de busca e apreensão em diversos estados. As ações ocorreram no Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Ceará. As medidas visam coletar provas sobre o uso de um software de rastreamento, que teria sido empregado para monitorar pessoas de forma não autorizada.
Detalhes da Investigação de Inteligência
O foco principal da investigação é o uso de um sistema que, de acordo com a PF, era utilizado de forma clandestina. Este software permitia o rastreamento da localização de indivíduos por meio de seus celulares, sem a devida autorização judicial.
Os alvos monitorados, segundo as apurações, incluíam:
- Um ministro do STF;
- Profissionais da imprensa;
- Indivíduos considerados opositores de um governo anterior;
- Outras autoridades públicas.
As investigações apontam que a rede de monitoramento teria atuado entre 2019 e 2021, período em que o ex-diretor comandou a agência.
Contexto e Desdobramentos da Prisão Preventiva
O ex-diretor, que foi deputado federal até a cassação de seu mandato, é associado a um ex-presidente da República. Antes de assumir a agência, ele foi um delegado da PF que se destacou em tarefas de segurança de um ex-presidente após um incidente em 2018.
A defesa do ex-diretor ainda não se manifestou publicamente sobre a ordem de prisão preventiva. O ex-diretor-geral de agência sempre negou o uso ilegal do sistema de inteligência e defendeu a legalidade das ações sob sua gestão. O caso continua em sigilo.
A ordem de prisão preventiva foi emitida para o ex-diretor nesta quinta-feira (20). A sede da Polícia Federal (PF) está acompanhando o desenrolar dos fatos. Para mais informações sobre as operações da Polícia Federal, acesse o portal oficial.








