Sexta-feira, 08/05/26

STF forma maioria para manter prefeito tiktoker de Sorocaba no cargo

STF forma maioria para manter prefeito tiktoker de Sorocaba no cargo
STF forma maioria para manter prefeito tiktoker de Sorocaba no – Reprodução

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria hoje para manter Rodrigo Manga (Republicanos) no cargo de prefeito de Sorocaba (SP).

A Turma referendou uma decisão de Kassio Nunes Marques. Em 30 de março, o ministro autorizou o retorno de Rodrigo Manga à prefeitura após 145 dias afastado devido à Operação Copia e Cola, que apura suspeitas de corrupção em contratos da saúde.

Julgamento começou no dia 1º de maio no plenário virtual. Os ministros Dias Toffoli e André Mendonça acompanharam Nunes Marques, relator do processo, para manter o prefeito no cargo. Faltam os votos de Luiz Fux e Gilmar Mendes, que têm até o dia 11 para se manifestarem.

Afastamento foi determinado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Nunes Marques entendeu que a manutenção da medida era desnecessária e que a suspensão do cargo configura “intervenção excessiva na esfera política e administrativa” de Sorocaba.

Manga foi alvo de operação da Polícia Federal em novembro de 2025. A investigação apontou o prefeito como líder do grupo criminoso investigado e principal beneficiário de um esquema de corrupção na saúde.

Em março, ele comemorou o retorno ao cargo em post no Instagram. “Tentaram manchar minha imagem, mas Deus fez justiça na minha vida e eu voltei. E Deus usou um membro da Suprema Corte para corrigir tamanha injustiça”, disse o mandatário, ao levar um jato de um líquido marrom e outro de água na sequência.

Manga ficou conhecido como “prefeito tiktoker” devido aos vídeos que publica nas redes sociais. Como o UOL mostrou, servidores denunciaram recentemente a abertura de um buraco sem necessidade para a gravação de um vídeo sobre recapeamento, publicado nas redes sociais de Manga.

Conteúdo foi publicado em 9 de abril. Na gravação, o prefeito empurra um ator dentro de um buraco com água marrom. Em entrevista ao UOL, sob a condição de anonimato, servidores afirmaram que a obra mobilizou profissionais de água, esgoto, drenagem e sinalização.

T LB

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