Quarta-feira, 27/05/26

MPDFT cria grupo de luto para familiares de vítimas de crimes violentos

MPDFT cria grupo de luto para familiares de vítimas de crimes violentos
MPDFT cria grupo de luto para familiares de vítimas de – Reprodução

O Núcleo de Atenção às Vítimas (Nuav), do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), em parceria com o curso de Psicologia do IESB, iniciou um grupo reflexivo sobre luto voltado a familiares de vítimas de feminicídio, homicídio e outros crimes com resultado morte.

O primeiro encontro ocorreu na última quarta-feira, 20 de maio, e reuniu participantes em um ambiente de escuta, acolhimento e fortalecimento de rede de apoio. Os encontros passam a ocorrer semanalmente, em formato online, e as participantes são submetidas a uma triagem prévia conduzida por estagiárias de Psicologia, sob supervisão do professor orientador.

Durante o primeiro semestre deste ano, as estudantes atuaram em atendimentos do Amparar, programa do MPDFT voltado ao acolhimento e acompanhamento de vítimas de violência e seus familiares, além de participarem de capacitações sobre a pauta vitimária, com foco na escuta qualificada e no acolhimento. A partir dessa formação prática e teórica, as alunas desenvolveram a metodologia do grupo.

A coordenadora do Nuav, promotora de Justiça Thaís Tarquinio, afirmou que a parceria fortalece a aproximação do Ministério Público com a comunidade acadêmica e apresenta aos estudantes a realidade enfrentada pelas vítimas no contato com o sistema de Justiça. Segundo ela, a união entre Direito e Psicologia é fundamental nesse processo, e as alunas tiveram papel essencial na construção do grupo reflexivo, que permanecerá como legado para o Ministério Público.

A professora Hannya Herrera Cardona, responsável pelos estágios do curso de Psicologia do IESB, disse que a parceria aproxima a formação acadêmica da realidade vivenciada pelas vítimas e familiares atendidos pelo sistema de Justiça. Ela destacou que a iniciativa permite aos alunos contato direto com a prática profissional, desenvolvendo habilidades de escuta, acolhimento e intervenção psicológica em contextos reais de vulnerabilidade e violência.

As estudantes também destacaram a experiência. Isabela Ribeiro afirmou que o grupo foi pensado e executado como um espaço de acolhimento e rede de apoio para vítimas que sofreram perdas de forma violenta. Já Maria Clara Valadares ressaltou o potencial da troca de experiências entre as participantes e disse que falar sobre o luto em grupo possibilita perceber que elas não estão sozinhas na dor, favorecendo identificação, escuta e fortalecimento coletivo.

*Com informações do MPDFT

T LB

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