O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acusou nesta quarta-feira (21/10) a nova liderança do Irã de tentar desenvolver uma bomba nuclear. Em discurso durante formatura de oficiais, ele defendeu a derrubada do regime de Teerã.
Netanyahu afirmou que as Forças de Defesa de Israel, o serviço de inteligência Mossad e outras agências devem atuar para derrubar o governo iraniano, o que representa um endurecimento declarado da posição israelense. O premiê disse que o país não abandonou suas ambições nucleares.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, também elevou o tom, alertando que o Irã enfrentaria consequências severas caso atacasse território israelense. Essa escalada retórica ocorre em meio à possibilidade de novos ataques militares.
Segundo reportagem do Financial Times, Netanyahu havia preparado uma ofensiva maior contra o Irã para o início de outubro, mas o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria se oposto à retomada dos bombardeios naquele momento. O plano previa ataques a instalações nucleares e alvos do regime.
Trump declarou publicamente não pretender retomar as hostilidades antes das eleições legislativas dos EUA, em 3 de novembro. Apesar da aliança estratégica dos dois líderes frente ao Irã, há divergências sobre o momento de uma nova ação militar.
Netanyahu acusou Mojtaba Khamenei, atual líder supremo, de seguir a estratégia de seu pai, Ali Khamenei, morto durante ataques israelenses e norte-americanos no início do conflito, em fevereiro. Para o premiê, a continuidade do programa nuclear iraniano representa um risco estratégico.
As declarações de Netanyahu, segundo o governo israelense, não significam uma confirmação independente de que o Irã produziu uma nova arma nuclear. O regime de Teerã afirma que suas atividades nucleares são civis, enquanto Israel as considera uma ameaça constante.







