Sábado, 07/02/26

Operação da PCDF mira quadrilha especializada em aplicar golpes no SouGov

Operação da PCDF mira quadrilha especializada em aplicar golpes no SouGov
Operação da PCDF mira quadrilha especializada em aplicar golpes no – Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (29), uma operação para desarticular uma organização criminosa suspeita de invadir sistemas governamentais e aplicar fraudes eletrônicas contra instituições bancárias e servidores públicos. Ao todo, estão sendo cumpridos 14 mandados judiciais, sendo seis de prisão preventiva e oito de busca e apreensão.

No Distrito Federal, as diligências ocorrem de forma simultânea nas regiões administrativas do Areal, Ceilândia, Riacho Fundo e Samambaia. A ofensiva policial também alcança os municípios de Aragarças e Barra do Garças, onde endereços ligados aos investigados também foram alvos das ordens judiciais.

“Escritórios do crime” e atuação itinerante

As investigações apontam que o grupo atuava com elevado grau de organização e ousadia. Para dificultar a ação policial, os integrantes alugavam imóveis por temporada e montavam estruturas provisórias, utilizadas exclusivamente para a prática criminosa. Esses locais funcionavam como verdadeiros “escritórios do crime”, equipados com computadores, impressoras e outros dispositivos usados na execução das fraudes.

A estratégia de atuação itinerante permitia que a quadrilha evitasse a fixação em um único endereço, reduzindo as chances de localização e monitoramento por parte das autoridades. Segundo a PCDF, os líderes do grupo encaravam a atividade criminosa como uma ocupação regular, chegando a se referir aos delitos como um “trabalho diário” para manter o padrão de vida.

Prejuízo financeiro e crimes investigados

De acordo com a Polícia Civil, apenas dois casos apurados no Distrito Federal, envolvendo vítimas distintas, resultaram em um prejuízo estimado em cerca de R$ 364 mil para duas instituições financeiras diferentes. As apurações indicam que os valores podem ser ainda maiores, à medida que novos fatos forem analisados.

Os investigados deverão responder pelos crimes de organização criminosa e estelionato eletrônico. As investigações seguem em andamento para identificar outras vítimas, aprofundar o mapeamento do esquema e apurar a participação de novos envolvidos.

T LB

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