Quinta-feira, 27/08/26

Pantanal depende de cinco biomas para enfrentar mudanças climáticas

Pantanal depende de cinco biomas para enfrentar mudanças climáticas
Pantanal depende de cinco biomas para enfrentar mudanças climáticas – Reprodução

O Pantanal é apresentado como um bioma diretamente influenciado por cinco ecossistemas: Cerrado, Amazônia e Mata Atlântica, no Brasil, além de Chaco e Bosque Chiquitano, na Bolívia e no Paraguai. Essa relação, segundo especialistas citados na reportagem, ajuda a formar um grande reservatório de água, mas também torna a região mais vulnerável às mudanças climáticas.

De acordo com dados do último mapa de uso e cobertura da terra do Mapbiomas, divulgado em 2025, a Savana Alagada no Pantanal já havia perdido mais de 1 milhão de hectares em comparação com o início da série histórica, em 1985. A área perdida corresponde a 84% do que havia de savana alagada no bioma, e a maior parte, 833 mil hectares, foi convertida em outros tipos de formação. Na prática, o diagnóstico é de que o Pantanal está secando.

A reportagem mostra que parte da resposta para esse cenário tem passado pela restauração de nascentes e rios no Cerrado, bioma que abastece cursos d’água que chegam ao Pantanal. Em uma Terra Indígena de Aquidauana, em Mato Grosso do Sul, o engenheiro florestal e botânico Claudinei Terena participou da restauração de 3,3 hectares de áreas de nascentes, com o objetivo de manter a água que flui para o Pantanal e preservar a produtividade do Cerrado local.

Em outra frente, o coletor de sementes Adauto Cândido Pereira, da comunidade quilombola Santa Tereza, em Figueirão (MS), integra a Rede Flores do Cerrado e atua na coleta e comercialização de sementes para projetos de restauração de margens de rios. Segundo ele, o trabalho segue regras de manejo para preservar as árvores e o meio ambiente.

A analista de Conservação do WWF-Brasil, Cyntia Santos, afirma que a atuação da organização no Cerrado busca frear transformações no uso da terra que causam soterramento de nascentes e dificultam o fluxo dos rios que abastecem o Pantanal. Ela também aponta os impactos de pequenas centrais hidrelétricas sobre a biodiversidade aquática e sobre a economia regional, mais vinculada ao turismo.

No Pantanal, ações de prevenção a incêndios florestais e a criação de corredores de vegetação nativa entre unidades de conservação também fazem parte das estratégias de enfrentamento. A reportagem destaca ainda que o conhecimento tradicional das populações que vivem no bioma é considerado fundamental para a definição e o avanço dessas iniciativas.

Com informações da Agência Brasil

T LB

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