Quarta-feira, 08/07/26

PCDF prende suspeitos de integrar quadrilha que aplicava golpe do falso advogado no DF

PCDF prende suspeitos de integrar quadrilha que aplicava golpe do falso advogado no DF
PCDF prende suspeitos de integrar quadrilha que aplicava golpe do – Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na madrugada desta quarta-feira (8), a Operação Revelia, contra uma associação criminosa suspeita de aplicar o chamado golpe do falso advogado em vítimas do Distrito Federal.

A ação foi realizada pela 9ª Delegacia de Polícia (Lago Norte), com o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva.

As ordens judiciais foram cumpridas em cidades do estado de São Paulo, incluindo a capital, São Caetano do Sul e Santos, com apoio da Polícia Civil paulista. Segundo a investigação, o grupo criminoso mantinha sua base de atuação em São Paulo, enquanto concentrava as vítimas no DF.

De acordo com a PCDF, a quadrilha teria causado prejuízos de centenas de milhares de reais. Os investigadores identificaram conversas em que os suspeitos negociavam a ativação de chips telefônicos e a compra e venda de contas bancárias de terceiros, conhecidas como “contas laranja”, usadas para receber e movimentar os valores obtidos nos golpes.

Durante a apuração, um dos investigados chegou a afirmar, em uma conversa interceptada, que uma investigação contra ele “nunca daria nada”. Para a polícia, a declaração demonstrava uma sensação de impunidade que não se confirmou após o avanço das diligências.

Como funcionava o golpe

Segundo a investigação, os criminosos utilizavam informações públicas de processos judiciais reais para se passar por advogados ou integrantes de escritórios de advocacia. As vítimas eram procuradas por aplicativos de mensagem, geralmente com fotos e dados dos verdadeiros profissionais.

Na abordagem, os golpistas informavam que a pessoa teria valores a receber, como uma indenização ou quantia decorrente de uma ação judicial, mas exigiam pagamentos antecipados via Pix ou transferência bancária para supostas taxas, custas ou liberação do dinheiro.

Após o pagamento, os criminosos interrompiam o contato e desapareciam com os valores.

Fotos: PCDF / Reprodução

Investigação encontrou centenas de processos usados pelos criminosos

A PCDF informou que apreendeu dispositivos eletrônicos contendo 585 cópias de peças processuais e processos judiciais completos, extraídos do sistema eletrônico da Justiça. O material, segundo os investigadores, era utilizado para tornar as abordagens mais convincentes e aumentar a credibilidade dos golpes.

Os suspeitos deverão responder pelos crimes de estelionato eletrônico, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

T LB

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *