Sábado, 29/08/26

perícia enfraquece caso do ?maior roubo de dado do Brasil?

perícia enfraquece caso do ?maior roubo de dado do Brasil?
perícia enfraquece caso do ?maior roubo de dado do Brasil? – Reprodução

A perícia concluiu: ‘não foi localizado nenhum dado biométrico oriundo da Único nos sistemas da Skill’. E ela continua: ‘não haveria a existência de banco paralelo de dados biométricos, mas uma divergência sobre o uso das rotas’. Ou seja, a Skill estava usando rotas diferentes para acessar o sistema da Único e atender o Banco do Brasil.
Helton Simões Gomes

Um dos gatilhos do caso foi a Unico ter constatado um salto no volume de transações de checagem de identidade ligadas ao Banco do Brasil. Era a Skill a responsável por intermediar o acesso da instituição financeira aos bancos biométricos da Unico. Após análises internas, a empresa constatou que os acessos adicionais podem ter comprometido os dados de 22 milhões de brasileiros.

Na versão de um executivo da Skill apresentada em depoimento à polícia, o aumento teria outra explicação: uma mudança contratual e um teste solicitado pela própria Único, com duplicação de verificações ao rodar um algoritmo novo junto do antigo.

A Skill pagava R$ 1,1 milhão para acessar a Único por mês. Só que, em meados de 2024, a Único passou a cobrar R$ 1,8 milhão pelo contrato e esse acesso passou a ser ilimitado. A Skill disse que a Único também estava testando um novo algoritmo e pediu para a Skill usar esse novo sistema e também usar o sistema antigo. Aí tem a duplicação e isso explicaria por que o volume de dados usados pelo Banco do Brasil teria crescido tanto. E o perito judicial atestou tudo o que a Skill está dizendo agora.
Helton Simões Gomes

O que era parceria virou briga comercial, mostra o depoimento: ao pagar mais, a Skill teria passado a atender outros clientes, incluindo a ClearSale, posteriormente comprada pela Serasa, rival da Unico. Segundo o executivo da Skill, quando percebeu isso, a Unico rompeu o contrato e aplicou uma multa rescisória. Agora, é a Skill que entrou com um processo para derrubar essa cobrança na Justiça.

Para Diogo Cortiz, a disputa ajuda a entender por que biometria virou um ativo central para controlar acessos e identificar pessoas no mundo digital, o que pode concentrar poder em poucas empresas.


T LB

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *