Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (28/8) que os Estados Unidos fecharam um acordo que garante ao país o controle majoritário de mais de 65 bilhões de barris de reservas de petróleo na Venezuela, sem custo para o contribuinte americano. O presidente descreveu o pacto como “o maior acordo petrolífero da história do mundo” e afirmou que permitirá aos EUA mais que dobrar suas reservas de petróleo bruto.
Trump divulgou o anúncio em sua rede social Truth Social, atribuindo a negociação ao secretário de Estado Marco Rubio e ao secretário de Guerra Pete Hegseth, que atuaram em colaboração com Delcy Rodriguez, presidente interina da Venezuela, e com parceria do setor privado. O volume anunciado representa cerca de 21% das reservas totais da Venezuela, estimadas em aproximadamente 300 bilhões de barris.
O acordo segue negociações conduzidas pelo governo Trump com o governo interino venezuelano desde antes do anúncio. Segundo relatos anteriores, as conversas focavam em mais de 12 campos petrolíferos produtivos, incluindo ativos que antes estavam sob controle chinês, e previam contratos de exploração de até 100 anos sobre determinados campos. Empresas privadas, inclusive norte-americanas, desenvolveriam os campos e repassariam receita ao governo venezuelano.
Rubio considerou o acordo “uma enorme vitória tanto para o povo americano quanto para o venezuelano”, estimando que traria cerca de US$ 100 bilhões em investimentos privados e apoiaria milhares de empregos no país sul-americano. Trump afirmou ainda que a medida reduziria substancialmente os preços da gasolina para os americanos.
O contexto envolve a operação militar americana que capturou o ex-presidente Nicolás Maduro em janeiro. Maduro encontra-se preso em Nova York aguardando julgamento, enquanto Delcy Rodriguez, sua ex-vice, foi nomeada presidente interina. O governo dos EUA aliviou sanções contra a Venezuela, permitindo a retomada de atividades de empresas americanas ligadas à indústria petrolífera.
A negociação também ocorre enquanto a Venezuela avalia sua permanência na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), da qual é membro fundador desde 1960. Decisão similar dos Emirados Árabes Unidos de abandonar a organização, combinada com eventual saída venezuelana, reduziria a capacidade produtiva coordenada do grupo.








