Segunda-feira, 20/04/26

Pesquisa com apoio da FAPDF valida fita antimicrobiana de cobre em hospitais

Pesquisa com apoio da FAPDF valida fita antimicrobiana de cobre em hospitais
Pesquisa com apoio da FAPDF demonstra eficácia de fita antimicrobiana à base de cobre em ambiente hospitalar – Reprodução

Eficácia da fita antimicrobiana em ambiente hospitalar

Uma pesquisa apoiada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) validou a eficácia de uma fita antimicrobiana à base de cobre para o controle da contaminação em superfícies hospitalares, com resultados publicados em dezembro de 2025 no periódico científico internacional Antibiotics. O estudo foi conduzido em condições clínicas reais em um hospital universitário brasileiro e ganhou repercussão internacional.

O estudo Atividade antimicrobiana e caracterização de uma fita polimérica complexada com cobre validada para aplicações em desinfecção de superfícies é coordenado pela pesquisadora Andreanne Vasconcelos, biomédica, doutora em Ciências Médicas pela Universidade de Brasília (UnB) e pesquisadora da University of Lincoln, no Reino Unido. Ela também atua como CEO da empresa People&Science Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, sediada na UnB, e foi vencedora do Prêmio FAPDF 2025 na categoria Startup Inovadora — Não Acelerada.

Apoio da FAPDF e colaboração

O apoio da FAPDF, por meio do edital Demanda Espontânea, possibilitou a validação da atividade antimicrobiana em laboratório e em ambiente hospitalar. O fomento também impulsionou a colaboração internacional e a formação de recursos humanos, viabilizando a visita técnica da pesquisadora à University of Lincoln através do edital FAPDF Participa. “Esse fomento foi essencial não apenas para a realização do projeto, mas também para minha trajetória como jovem pesquisadora”, ressalta Andreanne.

A pesquisa avaliou a atuação da tecnologia em superfícies de alto toque, como torneiras e maçanetas, demonstrando redução significativa da carga microbiana ao longo de 19 semanas em um hospital universitário. O trabalho envolveu colaboração entre instituições do Brasil e do Reino Unido.

O presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, afirmou: “Quando uma pesquisa apoiada pela FAPDF alcança reconhecimento internacional, isso demonstra que o investimento público em ciência gera resultados concretos e relevantes para a sociedade. Esse estudo mostra a capacidade dos nossos pesquisadores de atuar em redes internacionais, produzir conhecimento de alto nível e transformar ciência em soluções aplicáveis”.

Tecnologia e funcionamento da fita antimicrobiana

A fita antimicrobiana consiste em um revestimento adesivo flexível onde o cobre, metal com ação antimicrobiana natural, está incorporado a uma matriz polimérica. A principal vantagem da solução é sua atuação contínua e passiva. Diferentemente de métodos tradicionais, a fita atua o tempo todo, eliminando microrganismos que entram em contato com a superfície.

Próximos passos e validação

A pesquisa avança para novas etapas, que incluem a ampliação dos estudos para outros ambientes, como transporte público e instituições de ensino, e a busca pelo registro da tecnologia junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A equipe também pretende articular com o poder público a futura incorporação da solução no Sistema Único de Saúde (SUS).

O estudo se destaca por ter sido conduzido em um ambiente hospitalar real, o que permitiu avaliar a tecnologia diante de variáveis como umidade e fluxo intenso de pessoas. Os resultados indicaram eliminação quase completa de bactérias relevantes em ensaios controlados e redução sustentada da carga microbiana em condições clínicas reais.

A pesquisa integra uma rede de colaboração científica internacional, envolvendo instituições do Brasil, da Europa e pesquisadores de diferentes áreas. A parceria permitiu o acesso a metodologias avançadas e à troca de conhecimentos, ampliando a robustez dos resultados. O estudo avaliou em território brasileiro uma tecnologia desenvolvida na França, testando sua eficácia em diferentes contextos geográficos, climáticos e epidemiológicos.

*Com informações da FAPDF

T LB

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *