Quarta-feira, 03/06/26

PF investiga suspeita de corrupção em contratos de 2020 da Prefeitura do Recife com terceirizada

PF investiga suspeita de corrupção em contratos de 2020 da Prefeitura do Recife com terceirizada
PF investiga suspeita de corrupção em contratos de 2020 da – Reprodução

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (2) uma operação para investigar um suposto esquema de corrupção, desvio de recursos públicos e fraudes em licitações envolvendo contratos firmados entre a Prefeitura do Recife e uma empresa prestadora de serviços terceirizados. A ação contou com apoio da CGU (Controladoria-Geral da União).

Segundo a investigação, uma empresa contratada pelo município teria pago vantagem indevida a um agente público do alto escalão da administração municipal. Os indícios surgiram durante a Operação Firenze, quando foram apreendidos canhotos de cheques que, segundo os investigadores, apontam para os pagamentos.

Os fatos investigados estão relacionados a contratos de terceirização de mão de obra executados em 2020. Naquele ano, conforme o inquérito, a Prefeitura do Recife repassou cerca de R$ 25,8 milhões à empresa sob investigação. Desse montante, aproximadamente R$ 17 milhões tiveram origem em recursos federais.

Em nota, a prefeitura afirmou que não é alvo da Operação Check-in e que a investigação trata de contratos relacionados a uma empresa terceirizada que atuou em contratos celebrados em 2020 no âmbito municipal. O município informou ainda que permanece à disposição das instituições e dos órgãos de controle para colaborar com as investigações.

A prefeitura à época era ocupada por Geraldo Julio (PSB), cuja defesa não foi identificada pela reportagem no início da tarde desta terça-feira.

De acordo com a Polícia Federal, a empresa também manteve contratos com o município em anos anteriores, circunstância que levou os investigadores a considerar a possibilidade de que o prejuízo aos cofres públicos seja superior aos valores inicialmente identificados.

Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Recife, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho. Participam da operação 32 policiais federais e dois auditores da CGU.

Os investigados poderão responder por corrupção ativa e passiva, organização criminosa, fraude em licitação ou contrato e lavagem de capitais.

Segundo a PF, a operação se chama Check-in e faz referência aos talonários e canhotos de cheques que embasam parte das suspeitas apuradas no caso.

T LB

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