Professores em greve no México pediram nesta segunda-feira (15) que a negociação com o governo seja liderada pela presidente Claudia Sheinbaum, que antes havia dado por encerrado o diálogo.
Uma ala dissidente do sindicato da educação, a CNTE, mantém há um mês bloqueios de ruas e manifestações.
“Que a presidente lidere a mesa” de negociações, “que o mais rápido possível convoque a comissão negociadora da CNTE para que possa nos apresentar uma proposta melhor”, disse em coletiva de imprensa o líder sindical Isael González.
Os professores dissidentes, que até a semana passada negociaram com as secretarias de Governo (Interior) e Educação, exigem um aumento salarial de 100% e a revogação de um sistema de aposentadoria que os deixou sem pensão estatal.
A presidente, no entanto, deu praticamente por encerrado o diálogo na semana passada ao denunciar que a CNTE não respeita os acordos firmados com o governo.
“Não está prevista nenhuma nova reunião com a Secretaria”, reiterou a presidente nesta segunda-feira ao ser questionada sobre o diálogo com os professores em greve.
Dezenas de professores se mobilizaram nesta segunda-feira nas praças de pedágio da capital e advertiram que continuarão com suas mobilizações.
A CNTE havia ameaçado bloquear a abertura da Copa do Mundo de 2026, realizada na última quinta-feira no Estádio Azteca. Embora tenha se mobilizado, não houve maiores transtornos.
Em contrapartida, em vários trechos do centro histórico mantêm um acampamento que levou ao cercamento com grades metálicas da praça central do Zócalo, onde está localizado o “Fan Fest”, com um telão gigante para assistir às partidas.








