Primeira coisa: quando a gente fala de ferramenta, as pessoas esquecem de compliance. As leis no Brasil com uso de inteligência artificial estão sendo construídas agora, não tá tudo claro. Se você tá pagando R$ 99,00 na sua conta do ChatGPT e usando isso pra fazer trabalhos pra clientes, você já tá errado. Você tá falando de dados confidenciais, imagem das pessoas, construindo imagens de pessoas com ferramentas que não necessariamente foram criadas pra um modelo comercial pra grandes marcas. Quando você vai falar de uma grande campanha, você tem que ter contratos enterprise. Você chega para a Microsoft, para a OpenAI, e você cria contratos para proteger os dados do seu cliente.
Rafael Nasser
A adoção de IA não se resume a ganhar produtividade, diz ele. Na visão do executivo, a IA muda a estrutura do processo, porque permite “agentes” acompanharem a comunicação em tempo real, personalizando mensagens e alterando campanhas conforme o que acontece no mundo.
Com AI, você começa a mudar a estrutura do negócio, porque você começa a falar de agentes de AI em tempo real, acompanhando a sua comunicação em tempo real, personalizando isso em tempo real. De repente, você não faz o planejamento: você responde ao que está acontecendo, pega na mídia, altera a campanha totalmente. Você misturou mídia, produção, criação, estratégia, tudo ao mesmo tempo. E se você fala que quer isso além da escala humana, como é que você vai supervisionar isso se está indo além da escala humana e você como humano não vai conseguir acompanhar?
Rafael Nasser
Para mostrar o tamanho da personalização possível, Nasser cita uma campanha em que a equipe criou dezenas de milhares de versões em poucos dias. A lógica, segundo ele, é sair do “um filme e pronto” para lidar com muitas variáveis ao mesmo tempo.
Teve uma campanha que a gente fez uma personalização de hambúrgueres: foram 50 mil versões de tipos de hambúrguer em uma semana de comunicação. A pessoa personalizava o hambúrguer baseado no horóscopo dela, no que ela acredita, no gosto musical.
Rafael Nasser
Diogo Cortiz comenta que a IA vai além de uma simples ferramenta e se comporta como uma tecnologia de propósito geral, capaz de mudar “o tempo das coisas” e a forma de trabalhar. Nasser concorda e diz que, nesse cenário, o papel humano fica mais ligado a senso crítico e tomada de decisão.







