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A taxa de letalidade da doença está próxima de 50%, e 2.788 pessoas já se recuperaram.
O surto de ebola na República Democrática do Congo atingiu a marca de 5.026 mortes, com 10.351 casos confirmados, conforme dados divulgados neste sábado (31) pelo Ministério da Saúde do país.
O surto, causado pelo vírus da espécie Bundibugyo, teve início em maio e já se espalhou por 67 zonas de saúde em oito províncias congolesas. As regiões de Ituri e Kivu do Norte concentram a maior parte das ocorrências, somando 9.782 casos e 4.792 óbitos.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o cenário é agravado pela dificuldade de rastreamento de contatos, com cerca de 80% dos novos casos ocorrendo fora do monitoramento oficial. Além disso, um terço das vítimas fatais não chegou a receber atendimento médico, falecendo antes mesmo de realizar testes.
A resposta sanitária enfrenta desafios adicionais devido a conflitos armados na região leste, resistência de parte da população às medidas de prevenção e greves de profissionais de saúde por atrasos salariais. O surto também apresenta alcance geográfico inédito, com registros confirmados em países como Quênia, Nigéria e Uganda.
O ebola é uma zoonose transmitida pelo contato direto com fluidos corporais de infectados. A espécie Bundibugyo, responsável pela crise atual, não possui vacinas ou terapias específicas com eficácia comprovada, limitando o tratamento a cuidados de suporte para alívio de sintomas.
Entenda o caso
- Onde e quando: O surto ocorre na República Democrática do Congo desde maio de 2026, com expansão para outros países africanos.
- Principais informações: A doença atingiu 5.026 mortes e apresenta letalidade de quase 50%, sem vacina disponível para a variante específica do vírus.
- Medidas anunciadas: Equipes de saúde tentam ampliar o rastreamento de contatos e o acesso a unidades de tratamento, apesar das dificuldades logísticas e de segurança.
- Próximos desdobramentos: Autoridades de saúde buscam conter a disseminação geográfica e resolver impasses trabalhistas que afetam o funcionamento dos centros de atendimento.
Texto: Redação / Correio de Santa Maria.








