Quarta-feira, 29/07/26

Tesouro Direto tem segundo maior volume da história em junho

Tesouro Direto tem segundo maior volume da história em junho
Tesouro Direto tem segundo maior volume da história em junho – Reprodução

As vendas de títulos públicos a pessoas físicas pela internet somaram R$ 14,76 bilhões em junho, segundo o Tesouro Nacional. O resultado foi o segundo maior da série histórica, atrás apenas de março, quando o Tesouro Direto registrou R$ 14,79 bilhões em vendas.

Na comparação com maio, quando as aplicações totalizaram R$ 10,22 bilhões, houve alta de 44,51%. Em relação a junho do ano passado, o avanço foi de 156,03%.

O desempenho foi impulsionado pelo novo título Tesouro Reserva, indexado aos juros básicos e apresentado como uma alternativa semelhante às caixinhas de bancos digitais. No mês, esse papel respondeu por R$ 2,09 bilhões, equivalente a 14,2% do total. Já as Letras Financeiras do Tesouro (LFT) somaram R$ 4,16 bilhões, ou 28,2% das vendas.

Os títulos vinculados à Selic lideraram a preferência dos investidores, com 54,5% das vendas. Os papéis atrelados à inflação corresponderam a 34,3% do total, enquanto os prefixados ficaram com 16,7%. Entre os produtos com objetivos específicos, o Tesouro Renda+ respondeu por 4,6% das vendas, e o Tesouro Educa+ por 2%.

O interesse pelos papéis ligados aos juros básicos ocorre em meio à Selic em 14,25% ao ano. Já os títulos corrigidos pela inflação também seguem atraindo investidores por causa da expectativa de alta da inflação oficial nos próximos meses.

O estoque total do Tesouro Direto fechou junho em R$ 262,47 bilhões, alta de 4,57% em relação a maio e de 45,53% na comparação com junho do ano passado. Segundo o Tesouro Nacional, a expansão foi puxada pela correção dos papéis e pelo fato de as vendas terem superado os resgates em R$ 10,1 bilhões no mês.

No período, 261.877 participantes passaram a integrar o programa, que chegou a 35.853.678 investidores cadastrados. O número de investidores ativos subiu para 3.689.486. As operações de até R$ 5 mil responderam por 75,4% do total de 1.530.276 vendas realizadas em junho, enquanto aplicações de até R$ 1 mil representaram 50,7%. O valor médio por operação foi de R$ 9.648,34.

Os investidores também concentraram as compras em títulos de prazo intermediário: papéis entre cinco e dez anos corresponderam a 45,7% das vendas, os de até cinco anos a 37,9% e os de mais de dez anos a 16,4%.

Com informações da Agência Brasil

T LB

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