Sábado, 06/12/25

Com depressão, Torres pede para ficar preso na PF ou em batalhão da PM

Com depressão, Torres pede para ficar preso na PF ou em batalhão da PM
Com depressão, Torres pede para ficar preso na PF ou em batalhão da PM | Imagem: Reprodução

Pedido de Anderson Torres

Condenado a 24 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, Anderson Torres solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que cumpra a pena na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, ou no Batalhão de Aviação Operacional (Bavop) da PM do DF. O pedido foi apresentado na segunda-feira (24/11) ao ministro Alexandre de Moraes.

A defesa alega que Torres está em tratamento para depressão desde janeiro de 2023 e utiliza os medicamentos venlafaxina (antidepressivo) e olanzapina (antipsicótico). Segundo os advogados, a condição psicológica do ex-ministro tornaria “incompatível” seu recolhimento em um presídio comum, devido ao risco à sua integridade física e psíquica.

Risco no sistema prisional

A defesa também argumenta que Torres enfrenta risco elevado no sistema prisional devido à sua carreira. Delegado da Polícia Federal há mais de duas décadas, o ex-ministro ocupou cargos de alta exposição e atuou no combate ao crime organizado.

Quando era secretário de Segurança do DF, Torres chegou a sofrer ameaças de morte, o que levou ao reforço de sua segurança pessoal.

O pedido aguarda análise do ministro Alexandre de Moraes.

Condenação por tentativa de golpe

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Anderson Torres a 24 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. A pena totaliza 21 anos e seis meses de reclusão e 2 anos e seis meses de detenção.

Ele foi acusado de usar o cargo para “desvirtuar” a realidade das eleições presidenciais de 2022. Em 30 de outubro daquele ano, o Ministério da Justiça, sob coordenação de Torres, articulou uma operação para que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) impedisse ou dificultasse a chegada de eleitores às urnas.

A condenação também considerou a atuação de Torres durante os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Na época, ele era secretário de Segurança Pública do Distrito Federal e deixou o país dois dias antes dos ataques.

Os ministros também avaliaram a minuta de decreto golpista encontrada na residência de Torres como um elemento que reforça o contexto de articulação para questionar o resultado eleitoral. O documento previa uma intervenção irregular na Justiça Eleitoral.

Anderson Torres, condenado a 24 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, solicitou cumprir a pena em instalações da Polícia Federal ou da PM do DF. Saiba mais.

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