Um ataque de drones ucranianos nesta segunda-feira (10) contra a cidade russa de Nizhnekamsk matou 13 pessoas, incluindo uma criança, e deixou outras 48 feridas, segundo autoridades da região do Tartaristão.
As autoridades não informaram quais eram os alvos, mas Nizhnekamsk é um importante polo de refino de petróleo, com duas refinarias e uma unidade petroquímica. A Ucrânia tem mirado instalações russas de petróleo com drones de longo alcance quase diariamente nos últimos meses. A ofensiva provocou escassez de combustíveis na Rússia, reduziu a capacidade de refino do país e aumentou a inquietação da população.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, afirma que a campanha busca forçar o presidente russo, Vladimir Putin, a negociar e pôr fim à invasão, que já dura mais de quatro anos.
Nizhnekamsk sofreu um ataque “massivo” de drones na manhã de hoje, que atingiu instalações industriais e civis, de acordo com o serviço de imprensa do líder do Tartaristão, Rustam Minnikhanov. Não havia mais detalhes disponíveis de imediato.
Autoridades ucranianas não comentaram o caso.
Nizhnekamsk fica a cerca de 1.200 quilômetros a leste da fronteira com a Ucrânia e tem aproximadamente 240 mil habitantes.
Drones de longo alcance desenvolvidos internamente pela Ucrânia têm alcançado distâncias cada vez maiores no interior da Rússia. Alguns já chegam à Sibéria, a cerca de 2.000 quilômetros da fronteira.
“Estamos dando respostas totalmente justificadas, e cada ataque russo será respondido. A guerra da Rússia será sentida cada vez mais dentro do próprio país – na Rússia”, disse Zelenski no fim do domingo, 9, em redes sociais. “A única razão de isso ainda continuar é a falta de vontade da Rússia de encerrar esta guerra.”
A Rússia também tem atacado regularmente a Ucrânia pelo ar com mísseis, bombas planadoras e drones, atingindo áreas civis e causando milhares de vítimas, segundo as Nações Unidas.
O escritório europeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta segunda que um de seus armazéns na região central ucraniana de Dnipro foi atingido duas vezes em menos de 24 horas.
Os ataques destruíram suprimentos de emergência avaliados em cerca de US$ 500 mil, destinados a unidades de saúde na linha de frente, disse a OMS em comunicado. Não houve registro de vítimas. Fonte: Associated Press.
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fonte: Estadão Conteudo








