A União Europeia instou a Ucrânia, nesta terça-feira (29), a manter o ritmo das reformas para desbloquear bilhões de euros em financiamento este ano, enquanto o governo ucraniano alertou para um enorme déficit orçamentário.
Bruxelas está atualmente liberando parcelas de um empréstimo de 90 bilhões de euros (aproximadamente R$ 533 bilhões) para ajudar o país devastado pela guerra a se manter até o final de 2027.
No entanto, o governo ucraniano afirmou que ainda precisa de mais 20 bilhões de dólares (R$ 104,3 bilhões) para cobrir um déficit considerável este ano e pediu à UE que acelere os pagamentos.
As autoridades europeias afirmam estar explorando opções para atender às necessidades de financiamento da Ucrânia.
No entanto, sustentam que a Ucrânia não explicou completamente seus cálculos para o déficit e que deveria primeiro se concentrar na implementação das reformas necessárias para desbloquear os fundos já disponíveis este ano.
“Nossa mensagem aos nossos amigos ucranianos é clara: implementem as reformas acordadas para que possamos continuar a apoiá-los financeiramente”, declarou a comissária europeia da Ampliação, Marta Kos, em uma reunião de doadores ucranianos realizada em Bruxelas.
“As reformas são importantes. Elas constroem confiança. Elas dão aos parceiros da Ucrânia a garantia de que nosso apoio está sendo usado de forma eficaz”, acrescentou.
Em uma carta enviada este mês ao presidente do Parlamento ucraniano, a UE indicou que “mais de 20 bilhões de euros (R$ 118,3 bilhões) em assistência financeira da UE permanecem disponíveis” para Kiev até o final de 2026, desde que o país implemente as reformas.
Em meio a uma série de escândalos de corrupção na Ucrânia, diplomatas em Bruxelas afirmam que os pedidos de Kiev estão sendo submetidos a uma análise mais rigorosa.
Uma das opções que a UE considera para cobrir o déficit orçamentário ucraniano seria antecipar novos desembolsos do empréstimo de 90 bilhões de euros.
Mas isso poderia fazer com que o fundo se esgotasse antes do previsto, antes do final do próximo ano.
Diante da crescente expectativa de que a Ucrânia eventualmente precisará de mais financiamento, vários países da UE renovaram os apelos para acessar os ativos congelados do banco central russo.
Entretanto, a UE também tenta persuadir outros aliados da Ucrânia, como Reino Unido, Canadá e Japão, a ajudar a preencher a lacuna de financiamento.








