O Ministério da Educação (MEC) inaugurou nesta quinta-feira, 7 de maio, a sede própria do Campus Viamão do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS). O investimento de R$ 42 milhões, proveniente do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), encerra o período em que a unidade funcionava em imóvel locado.
A cerimônia contou com a presença do ministro da Educação, Leonardo Barchini, do reitor do IFRS, Júlio Xandro Heck, e da reitora do Instituto Federal Farroupilha (IF Far), Nídia Heringer. Na ocasião, foi assinada a ordem de serviço, no valor de R$ 12,9 milhões, para a construção da reitoria do IF Farroupilha em Santa Maria (RS).
O IFRS recebe ao todo R$ 97,2 milhões em obras do Novo PAC para melhoria da infraestrutura e construção de novos campi. A nova sede inclui o IFRS TecnoParque, espaço que une ensino, pesquisa, extensão, inovação e setor produtivo. Fundado em março de 2025, o TecnoParque abriga 13 empresas residentes e oferece suporte para pesquisas em robótica, manufatura avançada e cultura digital.
O ministro Barchini destacou o crescimento do campus e anunciou a ampliação do quadro de servidores. “O Campus Viamão tem cerca de 50 professores, mas ele é um campus com número de estudantes relativos à tipologia de 70 professores. Então, nós teremos o compromisso de enviar os códigos de vagas que faltam para que a gente possa ter um campus que, de fato, atende à sua tipologia, chegando a 1.500 alunos atendidos no ano que vem”, afirmou.
A estudante Rafaela Leal, primeira aluna surda a ingressar no Campus Viamão, no curso superior de tecnologia em processos gerenciais, representou os alunos na solenidade. “Estudar no Campus Viamão foi uma ótima oportunidade para a minha vida, para o meu desenvolvimento pessoal, para a minha formação acadêmica e mostra que uma pessoa surda é capaz de quebrar barreiras através da educação”, disse ela.
Para o reitor Júlio Heck, a aquisição reforça o compromisso com a educação pública. “Sonhávamos em ter um lugar para chamar de nosso, pois este era o único campus do IFRS sem sede própria. Reafirmamos o nosso compromisso de fazer bom uso deste espaço, para servir e continuar fazendo educação pública de qualidade”.
A sede, anteriormente de uma universidade privada, possui 157 mil metros quadrados de terreno, dos quais 34 mil metros quadrados são de área construída. O espaço inclui o polo audiovisual Tecna, para produção de longas-metragens, documentários e campanhas publicitárias. O IFRS planeja criar uma Incubadora Tecnológica e um Polo de Inovação focado em Agroecologia e Resiliência Climática.
O IFRS possui 18 campi no Rio Grande do Sul e oferece mais de 371 cursos, com cerca de 665 mil estudantes matriculados, incluindo qualificação profissional. Já o IF Farroupilha conta com 13 campi, oferece anualmente cerca de 12,3 mil vagas e tem quase 20 mil alunos matriculados em 196 cursos.
Além da consolidação, o Novo PAC prevê R$ 50 milhões para o IFRS construir unidades em Gramado e na Zona Norte de Porto Alegre. Para o IF Farroupilha, são R$ 65 milhões para campi em Caçapava do Sul, São Luiz Gonzaga e Santa Maria.
Na ação de consolidação, o IFRS recebe R$ 47,2 milhões, com R$ 70,4 milhões repassados entre 2023 e 2025 e mais R$ 153,7 milhões previstos até 2026. O IF Farroupilha tem R$ 31,4 milhões, com R$ 17,7 milhões já repassados e R$ 13,7 milhões até 2026.
Pela manhã, o ministro visitou o Campus Porto Alegre Zona Norte do IFRS, onde conheceu instalações doadas pelo Grupo Hospitalar Conceição e vistoriou obras de um bloco multiuso, com aulas previstas para o segundo semestre de 2026. A comitiva também visitou o Museu de Ciências e Tecnologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.








