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A declaração foi feita pelo embaixador cubano no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, em entrevista recente.
O governo de Cuba considera real a possibilidade de uma invasão militar por parte dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump. Segundo o diplomata, a população da ilha está sendo preparada para resistir a uma eventual agressão estrangeira.
O embaixador refutou as alegações da Casa Branca, que classificou Cuba como uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional estadunidense. Palomo qualificou as acusações como “ridículas”, argumentando que um país sob bloqueio econômico e de dimensões reduzidas não possui capacidade para ameaçar a maior potência mundial. Ele alertou que um conflito armado na região teria consequências imprevisíveis e afetaria toda a estabilidade do continente.
Desde o retorno de Donald Trump à presidência dos EUA em janeiro de 2025, a pressão sobre Havana tem se intensificado. O governo estadunidense implementou uma série de sanções, incluindo restrições severas ao setor energético, que resultaram em períodos de desabastecimento de combustíveis na ilha. Além disso, o Departamento de Estado tem adotado medidas contra empresas de tecnologia com vínculos no país caribenho.
O cenário de tensão é agravado por declarações do governo dos EUA sobre a necessidade de uma “mudança” em Cuba. Em setembro, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o país buscaria medidas para iniciar esse processo. Paralelamente, o sistema judiciário estadunidense determinou recentemente a prisão do ex-presidente cubano Raúl Castro.
O diplomata cubano reiterou que, embora a ilha enfrente desafios internos, a soberania do país deve ser respeitada. “Os cubanos têm o direito de resolver os próprios problemas por vontade própria, não por uma agressão militar”, afirmou. O governo de Cuba tem solicitado que a comunidade internacional se posicione contra a escalada de hostilidades e a normalização de uma intervenção militar na região.
Texto: Redação / Correio de Santa Maria.








