Soldador morre após ambulância do SAMU quebrar durante transferência para Goiânia

João Neto sofreu um descarga elétrica no trabalho, enquanto realizava a manutenção de um telhado

16/03/2025 07h54 - Atualizado há 2 semanas
Soldador morre após ambulância do SAMU quebrar durante transferência para Goiânia
O paciente estava em estado grave quando precisou ser transferido para a capital (Foto: reprodução)

Um soldador de 42 anos, identificado como João Cunha Vieira Neto, morreu após a ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) quebrar durante sua transferência de Catalão para Goiânia, na noite de quinta-feira (13/3). O paciente, que estava em estado grave após sofrer uma descarga elétrica no trabalho, teve uma parada cardiorrespiratória enquanto aguardava outra ambulância para continuar a viagem.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, João havia sido internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Catalão após sofrer um acidente de trabalho. O soldador levou uma descarga elétrica enquanto realizava o conserto de um telhado. No momento do resgate, a vítima estava consciente, mas apresentava afundamento no lado direito do tórax, fratura na perna esquerda, lesões na face e sangramento no ouvido.

Após dar entrada no hospital, o quadro clínico do paciente se agravou e ele precisou ser transferido para a capital. Porém, devido à indisponibilidade de regulação para o uso de transporte aéreo, uma ambulância do SAMU foi acionada para realizar o transporte.

Por volta das 22h, enquanto seguia por via terrestre, a ambulância apresentou um problema mecânico no trevo próximo a Cristianápolis. O SAMU de Caldas Novas foi chamado para prestar apoio e ajudar a concluir o trajeto, mas, infelizmente, João não resistiu e morreu no local, apesar de uma tentativa de reanimação que durou cerca de uma hora.

O corpo de João foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Caldas Novas.

Sabina Borges, coordenadora do SAMU, explicou que o atendimento inicial foi feito pelo Corpo de Bombeiros, que levou o paciente até a Santa Casa de Misericórdia de Catalão. Durante o dia, a equipe médica da unidade se empenhou em estabilizá-lo. A transferência aérea foi cogitada, mas a falta de regulação da vaga inviabilizou a operação.

Sabina também mencionou que a equipe realiza em média 60 transferências por mês, com a maioria delas destinadas a Goiânia ou Itumbiara. “Com o crescimento da cidade, a demanda por transporte aumenta, e com apenas duas ambulâncias disponíveis, enfrentamos uma sobrecarga constante”, destacou.

 

 


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