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A destruição da vegetação nativa impacta severamente a proteção natural contra eventos climáticos extremos.
O Cerrado, bioma fundamental para o abastecimento das principais bacias hidrográficas do Brasil, enfrenta um cenário crítico de degradação ambiental. Embora dados do governo federal e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontem uma redução de 23,8% na taxa anual de desmatamento entre agosto de 2025 e julho de 2026 — totalizando 5.516,69 km² suprimidos —, o bioma permanece como o mais desmatado do país, com menos da metade de sua cobertura original preservada.
Entenda o caso
- Onde e quando: O bioma Cerrado, com foco na região do Matopiba, que concentrou 74,3% da vegetação suprimida no último período avaliado.
- Principais informações: O histórico de perda de vegetação nativa soma 51,7 milhões de hectares entre 1985 e 2025, com a agropecuária ocupando quase metade do território.
- Medidas anunciadas: Especialistas defendem a criação de corredores ecológicos, planejamento integrado por bacias e o uso de metodologias de semeadura direta para recuperar a complexidade genética do bioma.
- Próximos desdobramentos: A necessidade de monitoramento contínuo e estratégias de conservação para enfrentar projeções de um clima mais quente e seco na região.
Mapeamentos indicam que a perda de vegetação nas margens de rios compromete a recarga de aquíferos, especialmente no Distrito Federal, onde a expansão urbana e agrícola pressiona espécies nativas como o pequi, o baru e o buriti. Pesquisas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) apontam, ainda, que a regeneração natural é fragilizada pela destruição precoce de vegetação secundária.
A fragmentação de hábitats isola populações vegetais, resultando em perda de variabilidade genética e degradação por efeito de borda. Especialistas alertam que o plantio convencional, que utiliza um número limitado de espécies, é insuficiente para restaurar a dinâmica ecológica do bioma, que possui mais de 12 mil variedades vegetais.
A recomendação técnica é a adoção de técnicas que combinem o uso de sementes diversas para restabelecer as interações ecológicas, essenciais para a fauna polinizadora e a dispersão de sementes.
Texto: Redação / Correio de Santa Maria.








