Economia
O montante representa o pior resultado nominal para o mês desde o início da série histórica, em 2001.
As estatais federais brasileiras apresentaram um déficit primário de R$ 2 bilhões em setembro, conforme dados divulgados pelo Banco Central.
O resultado negativo segue uma tendência observada nos últimos cinco anos. No acumulado de janeiro a setembro, o déficit das empresas estatais federais atingiu R$ 8,5 bilhões, superando os R$ 6,3 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. Quando incluídas as empresas estaduais e municipais, o déficit do setor estatal totalizou R$ 3,4 bilhões em setembro.
É importante notar que a metodologia do Banco Central para este levantamento exclui o grupo Petrobras e instituições financeiras federais, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Atualmente, o governo federal mantém 44 estatais sob sua gestão.
Em relação à gestão dessas companhias, o governo federal tem adotado medidas de reestruturação em casos específicos, como nos Correios, que recentemente obtiveram a concessão de garantia do Tesouro Nacional para um empréstimo de R$ 7 bilhões visando a recuperação financeira da estatal.
Representantes do governo federal argumentam que o déficit primário não reflete necessariamente a saúde financeira das empresas, destacando a importância de diferenciar gastos correntes de investimentos produtivos. O Banco Central, contudo, pontuou que não possui base de dados detalhada para separar essas despesas, o que dificulta uma análise precisa sobre a natureza dos gastos que impactam o caixa das estatais.
Texto: Redação / Correio de Santa Maria.








